quarta-feira, janeiro 03, 2007

O meu Tio António

Do meu Tio alfaiate

Fica a recordação

Dos traços brancos

Nos tecido por cortar.

Das linhas soltas do alinhavo.

Da fita métrica no pescoço a decorar.


Do meu Tio pescador,

Ficou a emoção.

Das tardes perdidas sem um toque.

Esperas na pedra sem peixe e sem sorte.


Do meu Tio de Lisboa,

Fica a lembrança.

Da colecção de canários,

Em gaiolas nas paredes como armários.


Do meu Tio António

Fica a imagem

Do seu sorriso.

Das suas mãos.

Das tardes alegres

Dos debates entre irmãos.

De quem era primo ou enteado.

Por que caminho ia, vinha ou era levado.


Do meu Tio António...
Ficou a recordação
E um "até sempre" com emoção!


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