O amor existe naquela palavra estrangulada que ecoa no vazio.
O amor existe naquela imagem que nos aquece quando está frio.
ER 2017
Que se pode contrafazer, enganar, faltar com a verdade, encobrir de razões falsas, enganar através de raciocínios viciosos ou aparentemente corretos e concebidos com a intenção de induzir ao erro.
O amor existe naquela palavra estrangulada que ecoa no vazio.
O amor existe naquela imagem que nos aquece quando está frio.
ER 2017
Foi o o ano de 2011
Que passou e marcou a história.
Mudamos de políticos,
Mas não de poltítica.
Mudamos de criticos,
Mas não de critica.
Mudamos de nosso primeiro,
Ficamos sem dinheiro.
No desemprego pertenci ao esmo.
Labutei 6 meses e voltei ao mesmo.
Fiz coisas bonitas,
Coisas catitas.
Fiz novas amizades,
Algumas insanidades.
Ri como uma bandeiras despregada.
Ri por tudo e por nada.
Chorei nada por tudo.
Gritei ficando mudo.
Fiz o que amo,
Passei por insano.
Cresci como nunca pensei.
Fortaleci o que sempre amei.
Deixei-me surprender
Sem saber.
Encantei-me porque sim.
Porque a beleza é assim! =)
Como um relâmpago fui atingido,
Pela felicidade do perigo. =)
Maravilhas dos dedos surgiu,
Mas muita merda também caiu.
Esforcei e apertei,
Todos os parafusos que sei.
Fiz de todos os sinais menos,
Em positivos serenos.
Foi o ano de 2011.
Não me arrependo de nada.
Venha o 2012,
Tenho o coração, a alma e a caneta preparada.
Boas festas para todos!
Hoje faço 41 anos.
Levanto-me.
Dói-me as costas.
Tenho dificuldade para me vestir,
Escolher uns trapos e uns panos.
Nada me serve.
De costas a latejar.
Vou à casa de banho.
Tenho dificuldade em me orientar.
Num sufoco breve,
Baba e ranho
Começo a chorar.
Hoje completo 41 anos.
O primeiro dia a caminho da morte.
Como posso evitar a decadência?
Fugir à sorte?
Banho a cara com água fria.
Apoio-me no lavatório.
Tento me concentrar.
Olho o pingo que me cai do nariz.
Penso na minha vida.
Naquilo que ainda não fiz.
Alguém me chama.
O filho mais novo,
Dinossauro, descalço e pijama.
“PAI! Dormiste em cima do meu brinquedo!”
“PAI? Porque tens a roupa da mãe vestida?”
“PAI?? Porque estás lavar a cara na cozinha?”
“Parabéns , pai!”
…
Hoje completo 41 anos…. e estou cheio de sono!
Não é aos 41 anos que a velhice começa.
Pois a velhice só está na cabeça.
Eu e minha esposa,
Fazemos 10 anos de casados.
10 anos de vida,
Muito bem passados.
Houve dias menos bons,
Houve dias porreiros.
Houve dias sem sons,
Houve dias soalheiros.
Vivendo lado a lado,
Correndo riscos escusados,
Mesmo vivendo de costas...
No fundo...
Sempre nos sentimos amados.
Sacrifícios, foram feitos.
Decisões a contra gosto tomadas.
Mas um bem maior urgia:
Não se permitia;
Morrer
O amor, a tesão, as bocas caladas.
Por vezes sou duro demais
por me preocupar
E querer muito bem.
Outras vezes desleixado,
Como se estando a borrifar
E esquecer que vivo com alguém.
Por vezes muito picuinhas,
Outras vezes deixo de lado.
Muitas vezes confuso,
Mesmo atordoado.
Não sou um herói,
E cometo erros que me custa a assumir
Por vezes dói
A vergonha me corrói
E assumo a culpa mesmo a sorrir.
Sou meio palhaço,
E outras vezes grosseiro,
Mas tudo tendo
Para ser um marido porreiro.
Sou amigo da minha meia laranja,
Faço de tudo por ela,
Como se de mim tratasse,
Como uma obra-prima na tela.
Foram 10 anos loucos,
Cheio de tropelias.
Fomos amantes suados,
Cheio de stress e correrias.
Foram 10 anos cheios de ternura,
Cheios e amor e gritarias.
Foram 10 anos casados.
E por mais 10 já tenho saudade.
Porque meu amor por ti...
Não tem prazo de validade.
Aconteceu antes de ir de férias.
Tocou-me de mal modo que não posso deixar passar em branco.
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Aconteceu neste Verão,
Quando não esperava,
Que me fez descer ao chão.
No fim de um dia de Julho,
Meus pés batiam as pedras da calçada,
Da minha mãe, dos meus filhos a avó,
Quando vejo uma criatura desamparada,
Caída, esvoaçando no meio do pó.
Os passos atrasados, esquecem o tempo.
Desço da minha altura.
Alcanço a delicada criatura.
Perscruto-a por um momento.
A vontade de viver ainda dura.
Uma pata partida e formigas frenéticas
É a razão do tormento.
Com raiva delicada afasto os vis oportunistas
Sacudindo-os, com desprezo, para o chão.
Acalmando o sofrimento que jazia
Na palma da minha mão.
O resto do caminho foi ligeiro
Pois uma sede havia que sanar.
Já não era o tempo que corria,
Era uma viva para salvar.
Improvisado um ninho de papel e meia rota.
Tão esgotado que estava,
Recuperava forças entre cada gota.
Qualquer alimento foi recusado,
Tal o sofrimento que agonizava.
Só água desesperadamente sorvia,
Só água o acalmava.
Meus filhos suplicavam que o salvasse.
A minha impotência argumentei.
Percebiam mas não entendiam
Por a Natureza ter tão maldita lei.
No parco ninho de papel,
O que outrora fora uma promessa de pardal,
Agora era um ser questionando,
O sofrimento, o seu grande mal.
Meus filhos perguntavam desassossegados,
Se partia, se ficava.
Do quadro negro, de claro o pintava
Mas não percebi se meus filhos protegia,
Ou se deliberadamente me enganava.
O corpo frágil hiperventilava,
Para de repente, acalmar.
“Pai! Olha!?..”
Num esforço evidente,
A cabeça consegue levantar,
Para meus olhos, olhar directamente.
Três segundos de cabeça erguida.
Não sei se questionava a luta pelo Mundo que o recusou,
Ou quis agradecer-me uma morte serena.
Três segundos de cabeça erguida,
Para logo a seguir a voltar a deitar,
E o frágil corpo,
Torturado,
Esgotado,
Desistiu de lutar.
Dei meia hora da minha vida sem tempo,
Por esta falsa Glória!
Por três segundos…
…que não me vão sair da memória.

Já estou farto desta história do aborto,
Que me cheira a demagogia.
Já estou farto de leis em saco roto.
Quando uma decisão servia.
Fala-se da mulher com abjecto,
Falando de vida com tanto afecto.
Cansa-me gente que vive em campanha.
Cansa-me gente que vive sempre do contra.
Cansa-me gente que faz política com manha.
Casa-me gente que vive sempre da montra.
De que se fala então?
Despenalização?
Legalização?
Discriminação?
… não se fala do que vai no coração!
Da mãe que tem idade de ser filha.
Do outro que não mantém aquilo na braguilha.
Do estupro e do filho-da-puta
Que ainda gaba, baba e ri na rua.
Do pai bêbado de mente bruta,
Que da filha tomou por mulher sua.
Que lei foi alterada?
Que referendo está na calha?
Palavras que não passam de ventos,
Que assopram folhas ao calha.Do meu Tio alfaiate
Fica a recordação
Dos traços brancos
Nos tecido por cortar.
Das linhas soltas do alinhavo.
Da fita métrica no pescoço a decorar.
Do meu Tio pescador,
Ficou a emoção.
Das tardes perdidas sem um toque.
Esperas na pedra sem peixe e sem sorte.
Do meu Tio de Lisboa,
Fica a lembrança.
Da colecção de canários,
Em gaiolas nas paredes como armários.
Do meu Tio António
Fica a imagem
Do seu sorriso.
Das suas mãos.
Das tardes alegres
Dos debates entre irmãos.
De quem era primo ou enteado.
Por que caminho ia, vinha ou era levado.